28.4.08
ACORDO ORTOGRÁFICO, PARA QUÊ?
Modificam-se as línguas não só no tempo como no espaço. E se o espaço (ainda) vai do Minho a Timor, passando pelo Brasil, como não há-de a língua portuguesa mostrar-se diferente em cada lugar onde vive?
Se as línguas se não modificassem ao longo dos tempos, ainda hoje falávamos aqui no rectângulo o primitivo galaico-português, de que floresceu o nosso idioma.
Dito isto, nem os portugueses podem obrigar os brasileiros a dizer facto, nem os brasileiros podem querer que os portugueses digam fato, não se referindo à peça de roupa. Continue-se lá a dizer de fato e cá de facto, que a língua portuguesa nada perde com isso.
Na verdade, há casos em que a diversidade de pronúncia geralmente seguida no Brasil ou em Portugal determina ou admite um registo ortográfico distinto. Marquem-se, portanto, as preferências de cada um dos falares, mas não se adopte nunca o processo de impor ou ceder grafias, por mero intuito de solucionar enganosamente problemas advindos de diferenças inevitáveis.
Etiquetas: Acordo Ortográfico
Comentários:
Segundo o aborto ortográfico, continuará a escrever-se "facto". Cito o texto do Aborto Ortográfico:
Das sequências consonânticas (Base IV)
c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor; ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;
Das sequências consonânticas (Base IV)
c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor; ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;
Completamente d'acordo. E, Bruno, porque chamou este assunto à baila, desculpar-me-á mas tenho mesmo que voltar a ele.
Se nós levámos a língua portuguesa para todos esses novos países, de que aliás muito se orgulham, como não se fartam de o afirmar aqueles povos - que não os seus políticos, lá metidos à pressão desde as fabulosas independências - com especial incidência e a devida vénia para o Brasil e seus sucessivos (antigos) dirigentes e intelectuais, que continuam a orgulhar-se de falar português, cultivando a língua, com todas as diferenças lexicais e sintácticas perfeitamente admissíveis - porque motivo havería o País que lhe deu origem, de regredir a ponto de adoptar vocábulos próprios e expressões regionais desses países, produto de alterações linguísticas e costumes inerentes aos continentes onde se inserem? Não se criticam estes desvios ou deturpações linguísticas, antes, aceitam-se perfeitamente, mas cada qual em seu sítio. A língua portuguesa tal como é falada e escrita no presente, resultado dum processo evolutivo natural, tem sofrido alterações e aperfeiçoamentos, mas sempre para melhor, não para pior. A sua estrutura é perfeita. Foi elaborada pelos mais doutos linguístas, tendo sido preservada religiosamente ao longo dos séculos, como o tesouro que realmente é, não podendo ser posta em causa seja sob que pretexto for. O que aconteceria, de facto, se adoptássemos a terminologia lexical desses povos - mesmo que só uma pequena parte - que, em virtude de vicissitudes várias, a que eles são completamente alheios, não evoluiu do mesmo modo e bem pelo contrário, sofreu alterações estranhas não consentâneas com o português de Portugal, como em muitos casos até estagnou quando não regrediu. Eles têm toda a propriedade de falar a língua portuguesa como muito bem entendem e desejam, nada a criticar, o problema é exclusivamente deles, não podem é desejar que nós, os donos primeiros dela, que a instituimos e a fomos aperfeiçoando ao longo dos séculos, regredamos no seu uso. Se esses povos tentarem aperfeiçoá-la, sobretudo oralmente, mas também pela aprendizagem, como aliás muitos dos adultos e crianças desses países o fazem com dedicação, carinho e até orgulho, com particular destaque para os mais humildes, que em lugares inóspitos a não esquecem e que nos comovem pela persistência e esforço despendidos, então melhor que melhor. Facto que os enobrece e nos deveria encher de orgulho.
Como o Bruno disse há dias e bem, deixem a língua portuguesa em paz. E eu acrescentaria, por favor tentem respeitá-la no ministério, na escola, na rua e em casa. Especialmente quem elabora os programas de português. É um escândalo o ensino em todos os seus aspectos, particularmente o português. Os atropelos gramaticais que os adultos proferem bem como as crianças, são um autêntica vergonha, sem disso estas últimas terem a mínima culpa, porque NÃO lhes ensinaram (e não ensinaram à geração anterior) a falar correctamente a língua portuguesa, designadamente a conjugar devidamente os verbos e especialmente se inseridos numa oração ou frase! E sabe Deus se lhes foi sequer ensinado o que é uma oração e, se o foi, como dividi-la correctamente, o que se duvida sinceramente. Numa oração os verbos principais, ou predicados, TÊM que OBRIGATÒRIAMENTE CONCORDAR COM O SUJEITO e se este está no plural, aquele tem que o estar igualmente, ou, se for o caso, concordar com o seu complemento directo ou indirecto. É um ultrage à nossa língua a sua incorrecta utilização e não se admite sob que pretexto for, podendo ser considerado um crime por quem tem responsabilidades na matéria como são os professores de português, mas muito especialmente os responsáveis do ministério. Não se aceita de forma alguma que nos livros escolares em particular e na literatura em geral, haja erros graves de composição, gramaticais e sintácticos e menos ainda se admite que no discurso oral os professores (com a excepção honrosíssima da Profª. Maria do Carmo Vieira e poucos mais) os cometam. Igualmente nos seus discursos pomposos, os intelectuais(?!), escritores, psicólogos, sociólogos e até médicos, que vão às televisões dia sim, dia sim e escrevem nos jornais, proferem erros gramaticais absolutamente inadmissíveis. Já para não falar no 'robusto' vocabulário político, todo ele a afinar pelo mesmo vergonhoso diapasão! Repito, o que se está a passar em Portugal relativamente ao abastardamento da língua portuguesa já ultrapassou os limites do mìnimamente aceitável, tornando-se num crime contra a Pátria, crime, este, cujos meandros e motivações obscuras por que se rege são perfeitamente detectáveis e vêem de longe, mais concretamente desde o dia em que um bando de políticos hipócritas, promíscuos, incompetentes e ladrões, assentou arraiais em Portugal com o fim específico de destruir o País, a Língua e o Povo. Quem destrói um Povo destrói a sua língua e quem destrói ambos espezinha a sua Alma, a partir daí nada mais lhe resta e dissolver-se-á. Os Portugueses irão permitir semelhante tragédia?
Seguem-se alguns atropelos à língua portuguesa, que se lêem nos jornais e ouvem nas televisões.
NÃO se diz ou escreve, "VAI haver muitos passageiros naquele vôo", mas sim "VÃO haver muitos passageiros..." (sujeito no plural "passageiros", predicado na terceira pessoa do plural "vão", ambos os termos têm que ser concordantes) e porque o verbo HAVER significa EXISTIR e alterando os verbos, não se escreveria a mesma frase em português correcto do seguinte modo: "VAI existir muitos passageiros..." mas sim, "VÃO existir muitos...". Outros erros gramaticais: "As pessoas são capazes de FAZEREM(!)..." e mais outra, "...tentámos-o demover (tentámos demovê-lo)" (Luis Filipe Vieira entrevistado na televisão, a quem se desculpam os erros gramaticais dadas as suas origens humildes, como o próprio já reconheceu, lapsos esses que não o impedem de se exprimir melhor do que muitos políticos) NUNCA se conjugam dois verbos numa frase ou oração, só o verbo principal, assim dir-se-á ou escrever-se-á: "As pessoas são capazes de FAZER..." verbo principal SER, verbo auxiliar FAZER. De novo, não se escreve ou diz: "... as pessoas a IR ver como é", mas sim "...as pessoas a IREM ver como é", o verbo principal (IR) é SEMPRE conjugado, o verbo auxiliar conserva-se SEMPRE no infinitivo, não se conjugando, portanto. Não se escreve ou diz: "...ao ouvirem FALAREM (!)..." (Aspirina B se não estou em erro, só visitei este Blog uma vez há bastante tempo) o verbo FALAR é auxiliar, o principal é OUVIR, pelo que nunca se conjugam os DOIS verbos, só o principal, que neste caso é OUVIR. Não se escreve ou diz: "PODIA haver mais meios, pessoas... casas, prédios, etc." mas sim "PODIAM haver mais meios, pessoas..." é o mesmo que dizer "Podiam existir mais pessoas... casas, etc." (do mesmo modo que não se diz e menos se escreve "podia existir mais pessoas..." seria um erro crasso), sujeito "pessoas" no plural, predicado "podiam" igualmente na terceira pessoa do plural, pelo que, trocando os termos da oração melhor se compreende e constrói uma frase correctamente: "Mais pessoas podiam existir... (ou haver) naquele local..." e NUNCA POR NUNCA SER "Mais pessoas PODIA existir (ou haver) naquele local..." (Projecto Grifo, mas não em textos de Rainer Danhaert que leio e aprecio, não lhe detectanto erros gramaticais ou outros, como aliás também não os encontro em textos de outros autores deste Blog, pelo que ter-se-á tratado de um erro de impressão). Lá porque o verbo HAVER NÃO se conjuga quando é auxiliar, quando ele é principal tem uma forma irregular própria mas conjuga-se. Porque caso não conjuguemos o verbo principal numa frase ou oração, a agressão visual é simplesmente aterradora e aqui não há exagero de linguagem. Por outro lado e ainda, se numa oração o verbo principal for o HAVER mas com significado de TER, conjuga-se, òbviamente. Exemplos: Havemos de ir ao cinema; Há-de ser bonito se não houver (se não existirem) pessoas suficientes...; Bem nos haviam avisado de que ia chover; etc.
Por último, um anglicismo absolutamente insuportável de se ouvir nas televisões e não exactamente pelo facto de o ser e sim pela inacreditável fonética utilizada.
Pede-se encarecidamente aos senhores das televisões, sejam eles directores, locutores, jornalistas, apresentadores, comentadores, repórteres de exterior e de interior, costureiras, modistas, modistos, decoradoras e decoradores, etc.,etc., que, POR FAVOR, NÃO pronunciem o vocábulo inglês DESIGN com uma fonética ridìculamente aldrabada. Se não conhecem a língua inglesa - o que deviam - então traduzam o substantivo e digam-no em português (projecto, desenho, esboço), língua, esta, rica em vocabulário e com tradução para tudo e mais alguma coisa, evitando fazerem figuras tristes. Por amor de Deus NÃO digam DÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉZAINE mas SIM DIIIIIIIIIIIZAINE, lendo o E em I, evitando ferirem-nos os tímpanos. Andam nisto há anos sem fim. Até os arquitectos (alguns, mas um já seria demais) - que supostamente terão aprendido algumas línguas estrangeiras, não saibam mìnimamente inglês, mesmo o 'técnico'??????!!!!!- que vão às televisões semanalmente botar doutos ensinamentos, utilizam esta fonética ultra pirosa. Até os empregados dos supermercados sabem a sua pronúncia correcta e não os licenciados, os outros...
Parabéns Bruno pelos seus textos.
Maria
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Se nós levámos a língua portuguesa para todos esses novos países, de que aliás muito se orgulham, como não se fartam de o afirmar aqueles povos - que não os seus políticos, lá metidos à pressão desde as fabulosas independências - com especial incidência e a devida vénia para o Brasil e seus sucessivos (antigos) dirigentes e intelectuais, que continuam a orgulhar-se de falar português, cultivando a língua, com todas as diferenças lexicais e sintácticas perfeitamente admissíveis - porque motivo havería o País que lhe deu origem, de regredir a ponto de adoptar vocábulos próprios e expressões regionais desses países, produto de alterações linguísticas e costumes inerentes aos continentes onde se inserem? Não se criticam estes desvios ou deturpações linguísticas, antes, aceitam-se perfeitamente, mas cada qual em seu sítio. A língua portuguesa tal como é falada e escrita no presente, resultado dum processo evolutivo natural, tem sofrido alterações e aperfeiçoamentos, mas sempre para melhor, não para pior. A sua estrutura é perfeita. Foi elaborada pelos mais doutos linguístas, tendo sido preservada religiosamente ao longo dos séculos, como o tesouro que realmente é, não podendo ser posta em causa seja sob que pretexto for. O que aconteceria, de facto, se adoptássemos a terminologia lexical desses povos - mesmo que só uma pequena parte - que, em virtude de vicissitudes várias, a que eles são completamente alheios, não evoluiu do mesmo modo e bem pelo contrário, sofreu alterações estranhas não consentâneas com o português de Portugal, como em muitos casos até estagnou quando não regrediu. Eles têm toda a propriedade de falar a língua portuguesa como muito bem entendem e desejam, nada a criticar, o problema é exclusivamente deles, não podem é desejar que nós, os donos primeiros dela, que a instituimos e a fomos aperfeiçoando ao longo dos séculos, regredamos no seu uso. Se esses povos tentarem aperfeiçoá-la, sobretudo oralmente, mas também pela aprendizagem, como aliás muitos dos adultos e crianças desses países o fazem com dedicação, carinho e até orgulho, com particular destaque para os mais humildes, que em lugares inóspitos a não esquecem e que nos comovem pela persistência e esforço despendidos, então melhor que melhor. Facto que os enobrece e nos deveria encher de orgulho.
Como o Bruno disse há dias e bem, deixem a língua portuguesa em paz. E eu acrescentaria, por favor tentem respeitá-la no ministério, na escola, na rua e em casa. Especialmente quem elabora os programas de português. É um escândalo o ensino em todos os seus aspectos, particularmente o português. Os atropelos gramaticais que os adultos proferem bem como as crianças, são um autêntica vergonha, sem disso estas últimas terem a mínima culpa, porque NÃO lhes ensinaram (e não ensinaram à geração anterior) a falar correctamente a língua portuguesa, designadamente a conjugar devidamente os verbos e especialmente se inseridos numa oração ou frase! E sabe Deus se lhes foi sequer ensinado o que é uma oração e, se o foi, como dividi-la correctamente, o que se duvida sinceramente. Numa oração os verbos principais, ou predicados, TÊM que OBRIGATÒRIAMENTE CONCORDAR COM O SUJEITO e se este está no plural, aquele tem que o estar igualmente, ou, se for o caso, concordar com o seu complemento directo ou indirecto. É um ultrage à nossa língua a sua incorrecta utilização e não se admite sob que pretexto for, podendo ser considerado um crime por quem tem responsabilidades na matéria como são os professores de português, mas muito especialmente os responsáveis do ministério. Não se aceita de forma alguma que nos livros escolares em particular e na literatura em geral, haja erros graves de composição, gramaticais e sintácticos e menos ainda se admite que no discurso oral os professores (com a excepção honrosíssima da Profª. Maria do Carmo Vieira e poucos mais) os cometam. Igualmente nos seus discursos pomposos, os intelectuais(?!), escritores, psicólogos, sociólogos e até médicos, que vão às televisões dia sim, dia sim e escrevem nos jornais, proferem erros gramaticais absolutamente inadmissíveis. Já para não falar no 'robusto' vocabulário político, todo ele a afinar pelo mesmo vergonhoso diapasão! Repito, o que se está a passar em Portugal relativamente ao abastardamento da língua portuguesa já ultrapassou os limites do mìnimamente aceitável, tornando-se num crime contra a Pátria, crime, este, cujos meandros e motivações obscuras por que se rege são perfeitamente detectáveis e vêem de longe, mais concretamente desde o dia em que um bando de políticos hipócritas, promíscuos, incompetentes e ladrões, assentou arraiais em Portugal com o fim específico de destruir o País, a Língua e o Povo. Quem destrói um Povo destrói a sua língua e quem destrói ambos espezinha a sua Alma, a partir daí nada mais lhe resta e dissolver-se-á. Os Portugueses irão permitir semelhante tragédia?
Seguem-se alguns atropelos à língua portuguesa, que se lêem nos jornais e ouvem nas televisões.
NÃO se diz ou escreve, "VAI haver muitos passageiros naquele vôo", mas sim "VÃO haver muitos passageiros..." (sujeito no plural "passageiros", predicado na terceira pessoa do plural "vão", ambos os termos têm que ser concordantes) e porque o verbo HAVER significa EXISTIR e alterando os verbos, não se escreveria a mesma frase em português correcto do seguinte modo: "VAI existir muitos passageiros..." mas sim, "VÃO existir muitos...". Outros erros gramaticais: "As pessoas são capazes de FAZEREM(!)..." e mais outra, "...tentámos-o demover (tentámos demovê-lo)" (Luis Filipe Vieira entrevistado na televisão, a quem se desculpam os erros gramaticais dadas as suas origens humildes, como o próprio já reconheceu, lapsos esses que não o impedem de se exprimir melhor do que muitos políticos) NUNCA se conjugam dois verbos numa frase ou oração, só o verbo principal, assim dir-se-á ou escrever-se-á: "As pessoas são capazes de FAZER..." verbo principal SER, verbo auxiliar FAZER. De novo, não se escreve ou diz: "... as pessoas a IR ver como é", mas sim "...as pessoas a IREM ver como é", o verbo principal (IR) é SEMPRE conjugado, o verbo auxiliar conserva-se SEMPRE no infinitivo, não se conjugando, portanto. Não se escreve ou diz: "...ao ouvirem FALAREM (!)..." (Aspirina B se não estou em erro, só visitei este Blog uma vez há bastante tempo) o verbo FALAR é auxiliar, o principal é OUVIR, pelo que nunca se conjugam os DOIS verbos, só o principal, que neste caso é OUVIR. Não se escreve ou diz: "PODIA haver mais meios, pessoas... casas, prédios, etc." mas sim "PODIAM haver mais meios, pessoas..." é o mesmo que dizer "Podiam existir mais pessoas... casas, etc." (do mesmo modo que não se diz e menos se escreve "podia existir mais pessoas..." seria um erro crasso), sujeito "pessoas" no plural, predicado "podiam" igualmente na terceira pessoa do plural, pelo que, trocando os termos da oração melhor se compreende e constrói uma frase correctamente: "Mais pessoas podiam existir... (ou haver) naquele local..." e NUNCA POR NUNCA SER "Mais pessoas PODIA existir (ou haver) naquele local..." (Projecto Grifo, mas não em textos de Rainer Danhaert que leio e aprecio, não lhe detectanto erros gramaticais ou outros, como aliás também não os encontro em textos de outros autores deste Blog, pelo que ter-se-á tratado de um erro de impressão). Lá porque o verbo HAVER NÃO se conjuga quando é auxiliar, quando ele é principal tem uma forma irregular própria mas conjuga-se. Porque caso não conjuguemos o verbo principal numa frase ou oração, a agressão visual é simplesmente aterradora e aqui não há exagero de linguagem. Por outro lado e ainda, se numa oração o verbo principal for o HAVER mas com significado de TER, conjuga-se, òbviamente. Exemplos: Havemos de ir ao cinema; Há-de ser bonito se não houver (se não existirem) pessoas suficientes...; Bem nos haviam avisado de que ia chover; etc.
Por último, um anglicismo absolutamente insuportável de se ouvir nas televisões e não exactamente pelo facto de o ser e sim pela inacreditável fonética utilizada.
Pede-se encarecidamente aos senhores das televisões, sejam eles directores, locutores, jornalistas, apresentadores, comentadores, repórteres de exterior e de interior, costureiras, modistas, modistos, decoradoras e decoradores, etc.,etc., que, POR FAVOR, NÃO pronunciem o vocábulo inglês DESIGN com uma fonética ridìculamente aldrabada. Se não conhecem a língua inglesa - o que deviam - então traduzam o substantivo e digam-no em português (projecto, desenho, esboço), língua, esta, rica em vocabulário e com tradução para tudo e mais alguma coisa, evitando fazerem figuras tristes. Por amor de Deus NÃO digam DÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉZAINE mas SIM DIIIIIIIIIIIZAINE, lendo o E em I, evitando ferirem-nos os tímpanos. Andam nisto há anos sem fim. Até os arquitectos (alguns, mas um já seria demais) - que supostamente terão aprendido algumas línguas estrangeiras, não saibam mìnimamente inglês, mesmo o 'técnico'??????!!!!!- que vão às televisões semanalmente botar doutos ensinamentos, utilizam esta fonética ultra pirosa. Até os empregados dos supermercados sabem a sua pronúncia correcta e não os licenciados, os outros...
Parabéns Bruno pelos seus textos.
Maria

