30.4.08

O QUE NOS VALE É A URBANIDADE DOS CRIMINOSOS 

Portugal procede por vagas. Depois da moda do carjacking, o que está a dar é invadir esquadras de polícia. Assaltos pontuais, como esclarecerá decerto o ministro. O Manuel Azinhal explica-nos essas cenas da vida real.

  • Comentários:
    Isto está bonito, está. O nosso País vai de mal a pior. Quando esquadras de polícia são assaltadas (ou houve intrusão violenta, o que vem a dar ao mesmo) por meliantes, sem que lhes seja barrada a entrada e, pior um pouco, sem que eles tenham o mínimo receio de confronto com essas mesmas forças de segurança, então este já não é um país do terceiro mundo, assemelha-se mais a um do quarto ou do quinto, se porventura os houver. Até onde esta reles politicagem nos irá levar, é uma incógnita. Mas que ela nos está a conduzir por veredas perigosíssimas, disto não há a mais pequena dúvida. Basta olhar à nossa volta. Mas o pior virá depois. Nessa altura revelar-se-á na sua plenitude a massa pútrida de que é feita a ralé que tomou d'assalto País. Uma vez instalado o caos (e caos aqui é um eufemismo), ou mesmo antes disso, os verdadeiros culpados pôr-se-ão ao fresco em menos de nada - preparada que está sempre a fuga em casos que tais, como é apanágio dos traidores em qualquer parte do mundo - deixando o País entregue a si próprio. Esta é a sua verdadeira génese e missão de vida. Se dúvidas houver - e desnecessário será recordar o cruel destino que eles, fria e calculisticamente, reservaram a muitas centenas de milhar de portugueses residentes nos territórios ultramarinos, espalhado que foi o terror propositadamente - basta esperar para ver. Ao povo português nada mais restará do que pedir a Deus que um bom punhado de Bravos se alevante e lhes faça frente. E Destes, sabemos, há milhões. A confirmação é-nos dada a cada passo, ao percorrermos o País profundo. O verdadeiro País.

    Maria
     
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