9.4.08
SENTENÇA NA HORA
Começou no Tribunal de Monsanto o «processo dos skinheads», assim denominado para meter impressão e assustar as velhinhas. Trata-se do mesmíssimo tribunal onde foram julgados e depois absolvidos os 64 terroristas das «FP-25 de Abril», que respondiam por um extenso rol de homicídios e assaltos à mão armada. E trata-se, é bom ver, do mesmíssimo regime que, ainda há dois ou três meses, ensaiou alcandorar a heróis os regicidas de 1908.
Se os réus deste processo forem culpados de ofensas ou ameaças, como (também) consta da acusação, nada oporei a sentença condenatória. Tenho defendido vezes sem conta o valor da segurança e a luta contra a criminalidade, seja esta de que matiz for. Mas o caso presente, quer-me parecer, está inquinado desde início pela água choca da perseguição política. Disto mesmo se deram conta analistas insuspeitos como Pacheco Pereira, Joaquim Letria, António Barreto e, mais recentemente, o próprio bastonário da Ordem dos Advogados.
A rusga policial que abriu a trama em Abril de 2007 teve aspectos caricatos e quase anedóticos, com apreensão de livros e material de propaganda. Logo após, coincidindo com a entrada em vigor do novo Código de Processo Penal, trataram de libertar assassinos, violadores e pedófilos, enquanto deduziam à pressa, pela madrugada fora, acusação contra os arguidos. Há dias anunciou-se a vontade de julgar os mais de trinta réus em 15 dias, pelo motivo implícito dos prazos da prisão preventiva, fazendo-se assim uma aplicação «simplex» da Justiça. Agora é a imprensa que noticia que o principal arguido foi inquirido sobre as suas «ideias políticas», como se estas fossem relevantes para a determinação de eventuais crimes.
Deitei o olho por portas travessas a alguns textos, acusações e despachos do Ministério Público e dos tribunais. Se fossem revelados, certos trechos passariam a integrar qualquer antologia da tolice. Os procuradores deixam entrever a espessa crosta de ignorância enciclopédica sempre que deixam de linguajar o «direitês», vernáculo de juristas sabidos e comprometedores. Topa-se à légua a prosa reles dos processos de intenção. Nesses textos, a espaços, teorizam toscamente sobre a «essência fascista», as «ideias nacionais-socialistas», a «raça» e a «negação da Holocausto». Seria um fartote se não constituísse a base da acusação que impende sobre dezenas de arguidos. Ao lê-los asneirar tão grosseiramente sobre matérias estritamente políticas, de uma coisa fiquei convencido: fossem os rapazes do Bloco de Esquerda e, ainda que houvesse outros delitos menores, não teria sido deduzida acusação alguma.
Se os réus deste processo forem culpados de ofensas ou ameaças, como (também) consta da acusação, nada oporei a sentença condenatória. Tenho defendido vezes sem conta o valor da segurança e a luta contra a criminalidade, seja esta de que matiz for. Mas o caso presente, quer-me parecer, está inquinado desde início pela água choca da perseguição política. Disto mesmo se deram conta analistas insuspeitos como Pacheco Pereira, Joaquim Letria, António Barreto e, mais recentemente, o próprio bastonário da Ordem dos Advogados.
A rusga policial que abriu a trama em Abril de 2007 teve aspectos caricatos e quase anedóticos, com apreensão de livros e material de propaganda. Logo após, coincidindo com a entrada em vigor do novo Código de Processo Penal, trataram de libertar assassinos, violadores e pedófilos, enquanto deduziam à pressa, pela madrugada fora, acusação contra os arguidos. Há dias anunciou-se a vontade de julgar os mais de trinta réus em 15 dias, pelo motivo implícito dos prazos da prisão preventiva, fazendo-se assim uma aplicação «simplex» da Justiça. Agora é a imprensa que noticia que o principal arguido foi inquirido sobre as suas «ideias políticas», como se estas fossem relevantes para a determinação de eventuais crimes.
Deitei o olho por portas travessas a alguns textos, acusações e despachos do Ministério Público e dos tribunais. Se fossem revelados, certos trechos passariam a integrar qualquer antologia da tolice. Os procuradores deixam entrever a espessa crosta de ignorância enciclopédica sempre que deixam de linguajar o «direitês», vernáculo de juristas sabidos e comprometedores. Topa-se à légua a prosa reles dos processos de intenção. Nesses textos, a espaços, teorizam toscamente sobre a «essência fascista», as «ideias nacionais-socialistas», a «raça» e a «negação da Holocausto». Seria um fartote se não constituísse a base da acusação que impende sobre dezenas de arguidos. Ao lê-los asneirar tão grosseiramente sobre matérias estritamente políticas, de uma coisa fiquei convencido: fossem os rapazes do Bloco de Esquerda e, ainda que houvesse outros delitos menores, não teria sido deduzida acusação alguma.
Comentários:
Completamente d'acordo com o que escreveu. Isto é tudo muito engraçado, os jovens podem levar pistolas e outro tipo d'armas para a escola para se defenderem, dizem eles e os pais deles (porventura dos professores...) e esse ou esses rapazes estùpidamente detidos (sim, porque não venham dizer que eles são criminosos por terem armas em casa e 'outros' consabidos criminosos, autores de crimes comprovados mas que, não obstante, após resumidamente interrogados são de imediato devolvidos à liberdade até novo julgamento e enquanto isso, andam a pavonear-se por tudo quanto é sítio com pulseiras electrónicas agarradas às pernas ou sem elas e no entanto, estes sim, assassinaram, violaram, queimaram pessoas vivas, raptaram, brutalizaram, mataram, agrediram com ácido noivas, mulheres, ex-mulheres, familiares, namoradas e amigos, incitaram ao crime, traficaram droga, então estes não são criminosos? Então estes podem andar à solta e até frequentar os círculos políticos, quando não participar nela (política) e os outros infelizes, que não cometeram crimes de qualquer espécie (de que eu tenha tido conhecimento pelos jornais e não inventem crimes por favor, pertencer a esta ou àquela idiologia ou a um partido que não agrade aos políticos, ainda não é crime que se saiba, embora esta que os foi impigida seja uma democracia a martelo, é um facto) não podem possuir armas registadas para sua protecção e família??? Porquê??? Mas que fantochada é esta??? Só a extrêma esquerda, os criminosos declarados e os estudantes (e respectivos pais que lhes fornecem as armas) é que podem andar armados? Porquê??? Mas que trampice de politiquice é esta? Que arremedo de justiça temos nós? Que cambada de trampões políticos são estes que fingem há mais de trinta anos existir um fascismo qualquer escondido atrás da porta pronto para nos engolir vivos, quando se sabe de ciência certa há décadas que é tudo mentira? E quando é que páram de acenar hipòcritamente com o papão do nazi-fascismo com que têm metido medo e mentido alarvemente aos portugueses e sob cuja capa desgovernado miseràvelmente o País e governado-se escandalosamente vai para quatro décadas?
Francamente é demais e tudo o que é demais cheira mal! Um pouco mais de decôro e vergonha na cara não lhes ficaria nada mal. Aos juízes e aos políticos. E já agora um conselho a ambos os poderes, deixem os polícias prender os criminosos que andam para aí a assaltar e a matar por tudo quanto é sítio e a violar crianças por todo o Portugal e conservem-nos bem fechados dentro das prisões. Todos os criminosos, incluíndo os pedófilos a deter e os que já foram acusados a penas de prisão, mas que apesar disso andam cá fora todos felizes e contentes, com o beneplácito dos juízes, estes a mando dos políticos. Se fazem o favor e se não fôr muita maçada. O povo português agradece.
Maria
Francamente é demais e tudo o que é demais cheira mal! Um pouco mais de decôro e vergonha na cara não lhes ficaria nada mal. Aos juízes e aos políticos. E já agora um conselho a ambos os poderes, deixem os polícias prender os criminosos que andam para aí a assaltar e a matar por tudo quanto é sítio e a violar crianças por todo o Portugal e conservem-nos bem fechados dentro das prisões. Todos os criminosos, incluíndo os pedófilos a deter e os que já foram acusados a penas de prisão, mas que apesar disso andam cá fora todos felizes e contentes, com o beneplácito dos juízes, estes a mando dos políticos. Se fazem o favor e se não fôr muita maçada. O povo português agradece.
Maria
É verdade, isto é tudo politica reles. Querem-nos ordenados comos os cardumes de carapaus e sardinhas, ou seja, só é válido aquilo que eles querem, e uma pessoa que pensa em comer algo que não está na ementa, está errada.
Ultimamente tenho analisado alguns factos históricos do nosso Portugal, e tenho reparado que, estas ideias liberais tentam a todo custo, quer por tentativa de corrupção ou por omissão de factos verdadeiros, eliminar proveitos tanto para o país como para o povo.
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Ultimamente tenho analisado alguns factos históricos do nosso Portugal, e tenho reparado que, estas ideias liberais tentam a todo custo, quer por tentativa de corrupção ou por omissão de factos verdadeiros, eliminar proveitos tanto para o país como para o povo.

